ARTIGO SOBRE A SARDINHA
1. Introdução.
Estudos comprovam que vários
fatores podem está relacionados com as mudanças biológicas no equilíbrio de
algumas espécies aquáticas do bioma brasileiro, entre elas podemos citar a
sardinha que vem ser objeto exclusivo de estudo nesse artigo. Entre esses
fatores, podemos citar as condições
estruturais do habitat dessa espécie, as mudanças que estão acontecendo como a
intensificação do uso da terra, a substituição da vegetação nas margens de rios
e riachos entre outros.
Fatores como a invasão das
margens de rios e riachos para os mais diversos fins, o desmatamento das matas
ciliares, podem ser fatores que contribuem para o desequilíbrio de algumas
espécies, assim como a preservação de algumas espécies de vegetações podem
ajudar a manter o equilíbrio e o desenvolvimento das mesmas. Segundo GORMAN
& KARR (1978) citados em um artigo com ênfase nesse assunto, nos leva a
entender que a heterogeneidade física do habitat, é um fator primordial que
influencia na diversidade de peixes de rios e riachos, em menor ou maior escala.
Os estudo realizados apontam
que existem em nossos rios e riachos, uma grande diversidade de peixes com
características própria do local com uma complexidade estrutural em diferentes
escalas. Quando se fala dos efeitos predatórios do homem sobre a natureza,
percebe-se que várias espécies do nosso bioma são afetadas. (SCHNEIDER &
WINEMILLER, 2008), através de seus estudos, vão nos dizer que quando se trata
de espécies animais, as comunidades de peixes são particularmente as mais
afetadas, isso se dá por alterações na disponibilidade dos recursos alimentares,
bem como, as variações na temperatura e perfil hidráulico de uma determinada
região.
Pouco se sabe sobre a
influencia dessas mudanças nas comunidades de peixes de nosso rios e riachos, o
que se sabe, é que, as mudanças climáticas e degradação do meio ambiente pela
ação do homem, tem influenciado na diversidade funcional das espécies de peixes
em geral, emergindo como um aspecto crucial e que determina o processo de
desenvolvimento de nosso ecossistema. Para TILMAN, (2001), a variação das
espécies e de suas características, tem
forte influencia no desenvolvimento dessas comunidades.
Portanto, os estudo realizado
sobre uma determinada espécie na área de biologia e ecologia, nos permite
entender como se dá o processo vital de um determinado ecossistema, bem como as
consequências das modificações ambientais para determinadas comunidades
biológicas, de um modo particular a sardinha de água doce, conhecida pelo nome científico de; Triportheus angulatus, do rio Parnaíba, do bioma (?).
Sendo assim, um dos principais
objetivos desse estudo, será determinar como vive esta espécie, se sua
diversidade funcional está relacionada
com os mais variados fatores climáticos, variação na vegetação e
riquezas de espécies, bem como, se o seu desenvolvimento tem a ver com as mudanças
nas estruturas físicas de nossos rios e riachos, ambiente nos quais esta
espécie habita.
Para a realização do presente
estudo, foram realizadas pesquisa de campo, foi feito um estudo biológico da
espécie, várias amostram foram coletadas e organizadas em gráficos e tabelas
para maior compreensão autenticidade do trabalho. Durante o desenvolvimento do
presente estudo, serão citados outros artigos que serviram como fonte de
pesquisa para a elaboração do mesmo.
2. Material e métodos.
2.1 Área de estudo.
As pesquisas de campos para
estudo e elaboração desse trabalho, foram todas realizadas na região Norte do
estado do Piauí, Nordeste do Brasil, especificamente, na bacia hidrográfica do
rio Parnaíba, exclusivamente em área não urbanas dos municípios de Joca
Marques, Luzilândia e vizinho estado do Maranhão. Até as décadas de 70 e 80,
estas áreas eram originalmente cobertas
por vegetações ciliares que mantinham a estabilidade das margens do rio acima
citado. Com o decorrer dos anos, esta vegetação começou a apresentar um grau de desmatamento
desenfreado da cobertura vegetal, quer dizer; foi historicamente suprimida e
hoje como em outras regiões, cede a
maior parte de seus espaços para pastagens e criação de gados e uma minoria
para o desenvolvimento da agricultura.
A bacia do rio Parnaíba é
uma das doze regiões hidrográficas do
território brasileiro,
abrangendo quase totalmente o estado do Piauí,
parte do Maranhão e
uma pequena área do Ceará,
totalizando 344.112 km².
O Rio Parnaíba é
o principal da região, com aproximadamente 1.400 km de extensão. Apesar de
o bioma predominante
na bacia ser a Caatinga,
esta é uma região de transição entre a Caatinga, a Floresta Tropical e a
vegetação litorânea. O maior adensamento urbano da região é a capital piauiense
de Teresina.
Toda a região é caracterizada por índices críticos de abastecimento de água,
esgotamento sanitário e tratamento de esgotos. A escassez hídrica é
historicamente apontada como causa do atraso econômico e social da região.
Compõe junto com a bacia do Paraná e a do
Amazonas, as três maiores bacias sedimentares brasileiras.
Atualmente, ambientalistas lutam para que sua
riqueza e beleza permaneçam. Há vários projetos socioambientais envolvendo
Estado e representantes da sociedade civil.
O desmatamento
intensivo das margens do rio Parnaíba e de algumas lagoas existentes, teve
início a partir do século XIX, para o desenvolvimento da agricultura e
pecuária, plantio de arroz e feijão, milho e algodão e criação de gados.
MONBEIG, (1988) afirma que esta é uma situação que vem ocorrendo em todas as
bacias hidrográficas do país.
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